Os pés na terra, as
mãos em mim.
Vou voltar para a
roça,
construir um sentido
na roça.
Viver outra chance
de elevação
sem que ninguém
esmoreça
senão eu e meus
gritos,
na confluência
natural do carbono
que se deteriora e
leva meu corpo.
Absolutamente
natural.
Resisto agora ao
citadino discurso,
a farsa que quer
fixar-me no poste.
Eu não deixo.
Permaneço na
hierofania da terra,
na gostosa
ignorância de olhar
e retornar a mim,
sem dor.
Na roça, sem perda
ou ganho,
apenas vívido na
simples construção
até que a terra
lance um abraço.