Não levantarei a
bandeira pátria,
nem a bandeira do
partido que acolhe meus sonhos.
Louvarei apenas
objetos de meu interesse único,
pois aprendi com os
outros que meu umbigo é dourado.
Levantarei o meu
braço apenas para aliviar as costas
daqueles a quem devo
bajulação gratuitamente.
A verdade vem átona
e,
depois de uns goles
de gim-tônica,
finalmente ela desce
à tona.
Vou ser egoísta,
como sugeriu mamãe,
não emprestarei
meus brinquedos,
não conversarei com
estranhos da rua suja.
Ninguém mais.
Nada mais.