Recuou as letras.
Preferiu rearrumar
os papéis para o tédio urbano,
para a vida urbana,
sem entonação nem beira.
Pôs os pés na rua.
Ruas de tráfego
alterado, homens alterados de diesel,
de insolubilidades
do meio.
O que desejam as
pernas nessas condições?
Tempo frio na
fronteira entre os braços que, quando dia,
contorcem-se
buscando solução para tamanho problema,
interminável
problema do homem: aquilo que ainda não veio,
o que ainda não tem
forma.
Está vestido de
roupas que não lhe cabem na mala,
no corpo, na
sapiência, no orçamento. Na ciência também não.
Recuou as letras
para não retrucar com pedras, que doem muito mais.
A incompatibilidade
nos tornou animais, caro espécime.
Sigamos em frente,
já que poucos se arrumam e se distorcem
a fim de encontrar o
que realmente pulsa.