As vezes cabe
encontrar-me no homem que habita meu centro;
não o genérico,
mas o próprio espécime bruto e antigo.
Veja as paralisias
desta forma urbana tão fria,
cansativo esplendor
de graças em que débeis podem compactuar,
mas que se vê
normal, absoluto, que não consigo nela enxergar a minha vez.
Teria eu errado
alguns passos antes do encontro?
As instituições do
homem contra a inconsistência do homem:
o seu natural
arranjo cósmico de explicações das origens do Total
não se encaixam
nessa agressão que a vida vazia de formas exerce nas cidades.
O irmão que tampa
os próprios buracos com substâncias inválidas
– criações do
homem para anular o homem –; aqueles que erram porque,
inocentemente, não
souberam decifrar a ameaça, mas visível.
Tudo isso dói
incessantemente e saber que nem todos compreenderiam,
significa, senão,
um profundo desentendimento com a vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário