Felipe Conti

Felipe Conti

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Minha queda.

As vezes cabe encontrar-me no homem que habita meu centro;
não o genérico, mas o próprio espécime bruto e antigo.
Veja as paralisias desta forma urbana tão fria,
cansativo esplendor de graças em que débeis podem compactuar,
mas que se vê normal, absoluto, que não consigo nela enxergar a minha vez.
Teria eu errado alguns passos antes do encontro?
As instituições do homem contra a inconsistência do homem:
o seu natural arranjo cósmico de explicações das origens do Total
não se encaixam nessa agressão que a vida vazia de formas exerce nas cidades.
O irmão que tampa os próprios buracos com substâncias inválidas
– criações do homem para anular o homem –; aqueles que erram porque,
inocentemente, não souberam decifrar a ameaça, mas visível.
Tudo isso dói incessantemente e saber que nem todos compreenderiam,

significa, senão, um profundo desentendimento com a vida.

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