O amor vence.
Mesmo que o poeta
esteja torto
e o poema, fruto do
tédio.
O amor vence e diz:
nós contornaremos.
Quando olhos
fitam-lhe com metafísica
sabes que o animal
está vivo e pulsa.
Respira como quem
quer saber o que se passa
nestes instantes em
que se descobre a natureza.
O amor, meu caro; e
quem não sabe da arma
não irá usá-la. O
amor destrói
tudo aquilo que
também destrói
e nos escombros,
apenas uma chance de vida
longe do frio.
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