Felipe Conti

Felipe Conti

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Madrugada de fatos.

Escute o que digo: o poeta vai perder a vida no papel.
Quando o início e o fim encontram-se
a vida se explica em poucas cenas,
poucas palavras, poucos abajures
que venham a iluminar a entrada da casa
que também pode ser saída por motivo de hora.
É que o Colibri voa tão perto da água
e percebo que ele a compreende por muito;
deixem que os indivíduos da cidade voem
para perto da cegueira e do amor.
Não deixem que morram na água.
Aqueles homens que moram embaixo do chapéu
são tão frios que a noite não pode vencê-los.
Na cidade dos loucos ninguém tem gosto de leite,
alguns possuem suas metáforas para manterem-se
mas caem no momento em que um outro elemento
se eleva e toma-lhes a luneta.

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