Felipe Conti

Felipe Conti

domingo, 7 de junho de 2015

Está frio.

Num sábado tão lúcido
posso entrelaçar-me a uma foto que lança um rosto 
e com uma delas quebrar o gelo da água.
Gelo duro que insiste em deslizar a mão e o não.
Bom assim saber de motivo
para dançar na rua da noite, quando cessa
a luz tradicional da cidade – um sapato frouxo
que não canse os pés que dançarão
com uma certeza bem maior que a crise do homem.
Os sujeitos da cidade se matam e eu sigo o contorno;
duzentos mil passos e vejo: não entenderam
o amor como resultado da dúvida. 
Certezas demais aniquilaram os esclarecidos.

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