Vou dizer: talvez um dia vocês esqueçam a ventania
e venham a falar das coisas que aprenderam.
Que me prendam.
Também quero ser poeta, também quero
a vacina contra a incerteza certa.
Tão espatifado: não me encaixo em mãos;
ocupo vagas que não vivo e caio fora.
Situo-me longe das bordas do admissível e
aqueles que entendem a psicologia irão
sentenciar-me porque também precisam trabalhar.
Compreenderei melhor quando ocupar-me
de um tempo que possa chamar de meu e para mim.
Vocês que são lúcidos deveriam mesmo
é banir-me da sociedade.
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