O
tempo existe para que se definhe
a
cada passo na calçada da pressa.
Nasce,
cresce, explode e definha;
nesta
ordem que nenhuma exaltação pode ocultar.
Todas
aquelas conversas que antes foram
amplamente
desejadas e executadas
em
praças tão convidativas e calmas,
definharam-se
sem cancelamento.
Nunca
adiaram esta verdade.
Nunca
cuspiram fora esta vespa
de
asas tão impossíveis de manobra.
É
que a manobra requer os olhos.
Tomem
cuidado com a ambivalência da vida:
uma
hora se está dentro, outra hora fora e
depois
a poesia é sempre a culpada.
Não
limpem as masmorras afim de
evitar
uma ilusão tão clara; limpem os olhos.
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