Felipe Conti

Felipe Conti

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Precipitação.

O morador da rua é a metáfora do anti-amanhã.
Termo que não existe; agora eu o proclamo
para explicar certa desistência.
Vi camaradas expostos nas ruas.
O amanhã não se abriu, impactou-se.
O amanhã assim não vigorou, deixou meus irmãos para trás
na boca dos lobos carniceiros de cidade pequena.

A precipitação se inicia na rua de trás e nas outras,
a vida segue e a cabeça caduca na lua.
Na rua de trás e nas outras mil da cidade.
Tudo tão repetitivo como o belo ciclo
da bela vida social daqueles que sentem
a necessidade de descartar seu exemplar
para a segurança do inimigo moralista.

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