Felipe Conti

Felipe Conti

domingo, 12 de julho de 2015

Elegia a Itajubá.

Itajubá triunfa abaixo das pedras onde outrora venciam as águas.
Para onde foram? A madrugada estabeleceu-se com as ruas ausentes de indivíduos:
elas mostraram maior compreensão sem que precisasse dizer algum registro de número.
Trafego nessas ruas de conhecidas, queridas silhuetas, inflamo meu motivo
e desmorono nas esquinas dos olhares taquigráficos que duvidam de mim,
logo eu que sou filho teu, que em tempos de guerra ergueria braços que ergueriam barricadas
em detrimento de outras forças que jamais poderiam contigo, Itajubá.
O inimigo não teria chance mesmo que a fábrica de armas fosse vítima do acaso ogival.
Que a cidade de sempre não se curve aos corcundas que excederam o umbigo
e são visíveis quando dia; no centro da cidade algumas latas de conserva guiam os autos
enquanto outros – que não moralizam – comunicam-se e evoluem.
Itajubá, saberá você guiar-se quando te esgotarem de um pensamento que já foi?

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