Atravessaremos a noite, disso precisamos.
A manifestação fantástica do silêncio
afim de redimir-se das criações dos homens
e das formas cansativas de comportamento.
Tudo isso é noite, este sombreamento
que vale o tempo, se visto como facetas
da tropa estelar. E brigam com os olhos.
Atravessaremos a noite porque o dia
apresenta-nos pessoas que não querem ficar.
Não saberemos lidar com a situação.
Felipe Conti
domingo, 11 de outubro de 2015
sábado, 3 de outubro de 2015
O contra gosto.
Surge na contra
vontade o dia firme
e a poesia leva aos
homens um respingo
do que se pode
eleger de grandiosidade.
Ou não.
Surge nas ruas a
inatividade do juízo
enquanto coerentes
perguntam se merecem
o peso de uma noite
sem o cansaço.
O fervilho da noite
pode esperar pelos seus
amigos que voam e
pairam. Esqueléticos.
Que pena.
E os medianos sempre
elegeram os motivos errados
e consolaram-se
nessa primitividade
desse nomadismo das
palavras – decoradas.
Não durmamos hoje.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Antimoral.
Esqueçam das
cabeças que vigiam os corpos
e enquanto puderem,
vagueiem pelas ruas.
E de noite. Façam
de proposital motivo de vida.
A noite não é
morte, a madrugada não faleceu o homem
que soube andar
segundo o que disse o respeito.
Quem dera fossem
olhos de cooperação
mas são olhos de
armas a disparar projéteis inúteis.
Esta turma estranha:
o Zé Povo. Estão por vir. Ainda não vieram,
estão detidos em
suas casas, falando apenas o desnecessário.
Só não se esqueçam
do fogo e da carabina
que outrora já
lançava sobre os homens os seus próprios irmãos.
Sejam todos
criadores da vida idealmente humana.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Noctívago.
Madrugada é para os explodidos da bomba
porque eles a compreendem e permanecem ilesos.
Erga seus ombros e suscitará na rua lisa
toda esta situação fantástica do silêncio e da ausência.
Deve-se falar na hora certa e com a comunhão do grupo
completa-se o envolvimento com algo muito maior
que arrebata-nos do chão quando sintonizamos a grande onda.
Onda que segue rente ao inimaginável.
Segue a madrugada e com ela, congelando na prosa
artefatos da vida, a simplicidade da noite na comunicação
daqueles que preferiram ausentar-se da quentura da cama.
Agora tudo segue a vida e deixa que a ausência das vozes
configure um novo olhar sobre a noite.
A lua insiste e eu, noctívago, desperto-me para a calmaria
desta cidade tão mortal onde os indivíduos se perdem
e se encontram para dar frequência a um lugar qualquer.
porque eles a compreendem e permanecem ilesos.
Erga seus ombros e suscitará na rua lisa
toda esta situação fantástica do silêncio e da ausência.
Deve-se falar na hora certa e com a comunhão do grupo
completa-se o envolvimento com algo muito maior
que arrebata-nos do chão quando sintonizamos a grande onda.
Onda que segue rente ao inimaginável.
Segue a madrugada e com ela, congelando na prosa
artefatos da vida, a simplicidade da noite na comunicação
daqueles que preferiram ausentar-se da quentura da cama.
Agora tudo segue a vida e deixa que a ausência das vozes
configure um novo olhar sobre a noite.
A lua insiste e eu, noctívago, desperto-me para a calmaria
desta cidade tão mortal onde os indivíduos se perdem
e se encontram para dar frequência a um lugar qualquer.
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Precipitação.
O morador da rua é a metáfora do anti-amanhã.
Termo que não existe; agora eu o proclamo
para explicar certa desistência.
Vi camaradas expostos nas ruas.
O amanhã não se abriu, impactou-se.
O amanhã assim não vigorou, deixou meus irmãos para trás
na boca dos lobos carniceiros de cidade pequena.
A precipitação se inicia na rua de trás e nas outras,
a vida segue e a cabeça caduca na lua.
Na rua de trás e nas outras mil da cidade.
Tudo tão repetitivo como o belo ciclo
da bela vida social daqueles que sentem
a necessidade de descartar seu exemplar
para a segurança do inimigo moralista.
Termo que não existe; agora eu o proclamo
para explicar certa desistência.
Vi camaradas expostos nas ruas.
O amanhã não se abriu, impactou-se.
O amanhã assim não vigorou, deixou meus irmãos para trás
na boca dos lobos carniceiros de cidade pequena.
A precipitação se inicia na rua de trás e nas outras,
a vida segue e a cabeça caduca na lua.
Na rua de trás e nas outras mil da cidade.
Tudo tão repetitivo como o belo ciclo
da bela vida social daqueles que sentem
a necessidade de descartar seu exemplar
para a segurança do inimigo moralista.
domingo, 12 de julho de 2015
Elegia a Itajubá.
Itajubá triunfa abaixo das pedras onde
outrora venciam as águas.
Para onde foram? A madrugada
estabeleceu-se com as ruas ausentes de indivíduos:
elas mostraram maior compreensão sem
que precisasse dizer algum registro de número.
Trafego nessas ruas de conhecidas,
queridas silhuetas, inflamo meu motivo
e desmorono nas esquinas dos olhares
taquigráficos que duvidam de mim,
logo eu que sou filho teu, que em tempos
de guerra ergueria braços que ergueriam barricadas
em detrimento de outras forças que
jamais poderiam contigo, Itajubá.
O inimigo não teria chance mesmo que a
fábrica de armas fosse vítima do acaso ogival.
Que a cidade de sempre não se curve aos
corcundas que excederam o umbigo
e são visíveis quando dia; no centro
da cidade algumas latas de conserva guiam os autos
enquanto outros – que não moralizam –
comunicam-se e evoluem.
Itajubá, saberá você guiar-se quando
te esgotarem de um pensamento que já foi?
quarta-feira, 8 de julho de 2015
A ordem.
O
tempo existe para que se definhe
a
cada passo na calçada da pressa.
Nasce,
cresce, explode e definha;
nesta
ordem que nenhuma exaltação pode ocultar.
Todas
aquelas conversas que antes foram
amplamente
desejadas e executadas
em
praças tão convidativas e calmas,
definharam-se
sem cancelamento.
Nunca
adiaram esta verdade.
Nunca
cuspiram fora esta vespa
de
asas tão impossíveis de manobra.
É
que a manobra requer os olhos.
Tomem
cuidado com a ambivalência da vida:
uma
hora se está dentro, outra hora fora e
depois
a poesia é sempre a culpada.
Não
limpem as masmorras afim de
evitar
uma ilusão tão clara; limpem os olhos.
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