Felipe Conti

Felipe Conti

sábado, 3 de outubro de 2015

O contra gosto.

Surge na contra vontade o dia firme
e a poesia leva aos homens um respingo
do que se pode eleger de grandiosidade.
Ou não.
Surge nas ruas a inatividade do juízo
enquanto coerentes perguntam se merecem
o peso de uma noite sem o cansaço.
O fervilho da noite pode esperar pelos seus
amigos que voam e pairam. Esqueléticos.
Que pena.
E os medianos sempre elegeram os motivos errados
e consolaram-se nessa primitividade
desse nomadismo das palavras – decoradas.

Não durmamos hoje.

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