Perdi o encanto
pelas cidades.
É verdade, agora se
fez. Já acontece.
E daí, o que os
outros dirão?
Desencantei-me pelas
cidades
por que eu vi.
Ninguém me arrancará
os bancos das praças
da cara
por que não podem
com o tempo – ninguém pode.
Eu cometi este grave
erro. Erro?
A noite também
erra; já o dia
erra conforme é
vigiado pelos indivíduos.
O que estou falando?
As cidades. Mas
indivíduos são cidades
menores de trânsitos
maiores
e turbulências
fantasiosas.
Não sei mais o que
me guardam
as cidades.
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