O soldado de bronze no pedestal da praça
jamais cedeu cobertura a alguém que
quisesse enfrentar os dias de sol tão quente,
mas seus gestos uniformes dão-me a certeza
de que os homens deste lugar amam a guerra.
jamais cedeu cobertura a alguém que
quisesse enfrentar os dias de sol tão quente,
mas seus gestos uniformes dão-me a certeza
de que os homens deste lugar amam a guerra.
Mesmo que ali esteja para encenar aos esquecidos
as dores dos homens que não voltaram
com suas balas de carabinas frenéticas e malucas,
os gestos da guerra se encerram na silhueta
de bronze, o que dói tanto, o que não aceita-se.
as dores dos homens que não voltaram
com suas balas de carabinas frenéticas e malucas,
os gestos da guerra se encerram na silhueta
de bronze, o que dói tanto, o que não aceita-se.
E deste lado eu amo os meus e persisto a lamentar
a estátua, fria e incondicional; desbotada.
Sabemos: nem tudo é amor.
Mas a guerra – me parece – está em toda parte.
a estátua, fria e incondicional; desbotada.
Sabemos: nem tudo é amor.
Mas a guerra – me parece – está em toda parte.
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