Felipe Conti

Felipe Conti

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Aos amigos de guerra.

Mortas as faces dos homens, resta admirar as construções por eles erguidas.
Mortas as construções, resta lamentar as margaridas rejeitadas, enquanto elas se embaraçam
no campo triste da rua inexistente. Estamos interrompidos. Meus soldados são os
espatifados que ocupam o campo: não querem guerra, não querem armas, não querem muros.
E os muros concretizam-se sobre a esfera: não podem passar.
As pontes rachadas e ligeiramente tortas: não podem passar.
A liberdade foge-nos de imediata surpresa, tão viva é sua incerteza;
e pelo que dizem as posições de cima, devemos agora retirar-nos da história.

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