Felipe Conti

Felipe Conti

sábado, 17 de janeiro de 2015

Comunicado.

Espanta-me a urbanice das pessoas, sobretudo daquelas que não flutuam
e acabam por compactuarem-se com o desespero da normalidade.
Quanto àqueles que não aterrissam, pedimos que considerem o mal tempo
e nos sobrevoem sempre que puderem, mas com cautela de rato.
Porque quando derrocar a cidade, ultrajaremos o seio de pedra
para a sabotagem do século: cuspiremos palavras cuja necessidade
de dizê-las ultrapassa qualquer lançamento de granada em qualquer campo;
descobriremos a ansiedade que murcha as faces que andam. Mas dói;
tememos conhecer a vaidade elementar dos indivíduos e não suportá-la.  

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