Felipe Conti

Felipe Conti

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Notícias de lá.

O poeta está à margem – sim.
Mesmo que tranquilo seja
o terceiro bolso da roupa;
mesmo que as bordas sejam
levemente flutuantes,
ele estende-se à margem.
Da margem calcula o centro nítido
e com ele comunga – espécie
de sacrifício – com o mundo ele comunga.
E se despe.
A margem.
Ele a observa como o
corpo observou o calvário;
como o metal observa o caol.

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