O poeta está à
margem – sim.
Mesmo que tranquilo
seja
o terceiro bolso da
roupa;
mesmo que as bordas
sejam
levemente
flutuantes,
ele estende-se à
margem.
Da margem calcula o
centro nítido
e com ele comunga –
espécie
de sacrifício –
com o mundo ele comunga.
E se despe.
A margem.
Ele a observa como o
corpo observou o
calvário;
como o metal observa
o caol.
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