A voz rouca inunda a
continuidade do espaço
e segue ligeira,
rasgando a dúvida insensível
de quem duvida estar
frente a máquina.
A imponente máquina
negra que alto fala;
do tempo ela fala,
das curvas e das bandeiras
ela fala. Fala e
traduz em fortaleza
toda a significância
proposital de correr.
Rápido muda o
ritmo, segue bravamente.
Mas que entre esses
tempos da máquina bruta
um som que explode
leva no rastro
uma outra forma,
estática, que permanece na alma.
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