Felipe Conti

Felipe Conti

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Lotus.

(Para Ayrton Senna)

A voz rouca inunda a continuidade do espaço
e segue ligeira, rasgando a dúvida insensível
de quem duvida estar frente a máquina.
A imponente máquina negra que alto fala;
do tempo ela fala, das curvas e das bandeiras
ela fala. Fala e traduz em fortaleza
toda a significância proposital de correr.
Rápido muda o ritmo, segue bravamente.
Mas que entre esses tempos da máquina bruta
um som que explode leva no rastro
uma outra forma, estática, que permanece na alma.


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