A flacidez da
barriga imita
a instabilidade do
dia, que existe
e encerra-se em
lugares de se escorar
que ofereçam boa
gestão das culpas.
A barriga tenta (e
consegue)
ludibriar a camisa
branca
e acompanhar o
desfecho do corpo
evitando um possível
remorso
quando o todo é
estático.
A barriga se apossa
das horas,
do espaço; em
tempos difíceis
transmuta-se:
travesseiro.
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