A chuva torna irmãos todos que nela se abrigam. E debaixo de um pé d'água todo corpo se iguala, subitamente.
O trapo remendado e o paletó de seda; a pele nova e o couro flácido; a pobre criança e o filho do rei; o cabelo enrolado e o outro liso; os olhos castanhos, os verdes, os azuis e todo o restante: estão todos molhados.
Debaixo da chuva toda face escorre pseudo-lágrimas, para que se lembrem que a alma já não está encharcada depois da chuva.