Felipe Conti

Felipe Conti

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O desfecho extraordinariamente comum.

Entreteve-se tanto
com o mundo de plástico
que já não sentia mais os pisões,
nem mesmo o peso da classe,
que lhe era – ilusoriamente – natural.

E morreu feliz
(bem melhor que outros):
sentia apenas o que
imaginava possuir.

E o erro, quando vivo,
caso pudesse perceber:
possuía apenas o que
imaginava sentir.
Sempre imaginava.
Nem sempre sentia.

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