Felipe Conti

Felipe Conti

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poema intervencionista.

Democracia pura,
pura Democracia;
de dia me aprecia,
de noite me perfura.

Pura Democracia,
Democracia pura;
de dia me procura,
de noite me espia.

Democracia pura,
pura Democracia;
teu corpo não segura,
as pernas com anemia.

Para que noite? Para
que dia? Democracia
pura. A puta
Democracia que
perdura.

Democracia pura,
puta Democracia;
em teu ventre já nascia
a ditadura com açúcar.

Pura Democracia
Democracia puta;
a minha carne é dura,
meu salário é demagogia.

Puta Democracia
Democracia pura;
a chula força bruta,
a droga que vicia.

Para que nascia? Para
que açúcar? Democracia
puta. A pura
Democracia que
alicia.

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