Observe a finita
corda íngreme
que estende-se daqui
ao lado cinza da borda:
sobre ela
cambalearei recitando nomes
que amei durante o
desequilíbrio;
porque um
desequilibrista experiente
nunca sabe a hora de
retroceder.
Sabe ele que certas
perguntas
quebram o protocolo
de segurança
e o colocam à beira
da incerteza.
Ainda é possível
prever minúsculos
detalhes do
precipício, mas é em vã utilidade.
Desequilibristas e
seus dias monofásicos: um erro
ou um acerto de
contas? Saindo pela porta,
ainda consigo
situar-me nesta cidade
mas não é
exatamente isso o que eu quero saber.
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