Felipe Conti

Felipe Conti

terça-feira, 12 de maio de 2015

Desequilibrista.

Observe a finita corda íngreme
que estende-se daqui ao lado cinza da borda:
sobre ela cambalearei recitando nomes
que amei durante o desequilíbrio;
porque um desequilibrista experiente
nunca sabe a hora de retroceder.
Sabe ele que certas perguntas
quebram o protocolo de segurança
e o colocam à beira da incerteza.
Ainda é possível prever minúsculos
detalhes do precipício, mas é em vã utilidade.
Desequilibristas e seus dias monofásicos: um erro
ou um acerto de contas? Saindo pela porta,
ainda consigo situar-me nesta cidade
mas não é exatamente isso o que eu quero saber.


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