Felipe Conti

Felipe Conti

domingo, 15 de março de 2015

Confusão cognitiva.

Tenho míseros trinta minutos para retirar-me 
do quarto e, então, poder quebrar mais algumas 
fábulas, no sentido crasso de que devo lê-las e 
cuspir fora os estratagemas.
Não faz sentido que eu me ponha nesta marcha
para o bem de toda essa máquina gigantemente
colocada sobre as cabeças dos homens e mulheres
e crianças deste país, considerando-se que meu maior 
presente – que mais faz-me chorar – veio da rua e tem vida.
Será difícil entender-me? 
Seria eu mais um poema?
Poema de chula utilidade?
Não passaram-se os tempos da truculência;
admiro agora, as palavras e outros animais
porque os indivíduos deixaram-me 
para a lenta morte social.  

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