Felipe Conti

Felipe Conti

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Condição de quem olha.

Quando noite
os contatos visuais das cidades
explicam-se pelo grande desacordo do tempo
porquanto os sujeitos de outrora
não assimilam a linguagem que é nova
e surge com força de astro,
com voz que sempre grita.
Pode-se compreender a noite como
o expoente maior da ausência.
Aqueles que muito viveram e sua ausência da aproximação
com uma nova interpretação da dor
e os atuais pela ausência
de escrúpulos no árduo resgate
de aprender com as sabotagens
uma nova ideia de engrenagem.  

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