Felipe Conti

Felipe Conti

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sobre o que vi ontem.

Os sujeitos amam a truculência das máquinas;
eu confesso a incidência de precisar esperar
até que alguém com pernas suspensas venha atingir-me.
Poderiam ter ouvido-me antes, porém eu estava vivo.
Mas a voz das máquinas eles bem ouvem.

É que existem perguntas miúdas de respostas cumpridas
e ligeiramente são feitas em lugares de rápida abordagem.
É assim mesmo porque nem todos podem esperar;
eu insisto, espero e perco pontos em jogos de gente grande.

Criam-se sentimentos que não combinam com
este estado atual da vida atual,
que não se envolvem com o que foi feito
nem com o que deve ser feito.
Sei que não lhe trará conforto algum,
mas é isso: vá embora.

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