O indivíduo comum é
o bate-estacas social.
O bate-estacas
penetra a estaca no chão
para que se edifique
algo bem maior.
Chão adentro vão
as atenções do dia,
o motivo do dia está
também adentro.
Enquanto bate a
estaca, o bate-estacas
observa o mundo que
constrói em posse de outros.
E o seu barulho –
dizem – é desnecessário.
O indivíduo comum
vive esta mesma lamentação.
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