Felipe Conti

Felipe Conti

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O que tenho a dizer depois da fuga.

Os inquietos seres do centro da cidade
dizem coisas consumadas, aleatoriamente.
Mas, talvez, os amigos periféricos
queiram dizer coisas a mais.
Mas você não sabe:
você se esconde no outro hemisfério
desde criança, quando começou
a achar graça na massa de concreto.
Você nunca abandonou a Muralha
pois sempre te assombrou
o medo da vulnerabilidade.

Um comentário:

  1. Este texto profundo, pôs-me diante de um pensamento claro e consciente de minha existência. Vi a mim mesmo, no conflituoso relacionamento chamado amizade! Amizade, às vezes, usurpadora do amor ou até mesmo facilitadora do mesmo. Que complexo ter que reconhecer a distância e a proximidade que um sentimento tem do outro.

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