Felipe Conti

Felipe Conti

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Sobrevida.

Num cotidiano truncado e estacionário
reside o extraordinário abatedouro do indivíduo comum
e de lá resultam quase todas as formas de desencanto.


Mas pode haver flores – ou não.
Mas pode haver cores – ou não.
Mas pode haver dores...
Então diz ele: “Pois não!...”

A carne, outrora amaciada pelas utopias,
encontra-se carimbada pelas mesmas sentenças e agora
descobriu a liberdade na prateleira do supermercado.

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